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Rankings: ministro diz que comparar públicas e privadas sem contexto é “uma competição desigual”

A primeira escola pública só surge em 38.º lugar no ranking. Fernando Alexandre pede que os resultados sejam lidos com os contextos e admite que o apoio à deslocação de professores “não chega”.

No dia em que foi divulgado o ranking das escolas, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, saiu em defesa da escola pública. Comparar os resultados de escolas públicas e privadas sem olhar ao contexto é, disse, “uma competição desigual” e um “mau serviço”.

O ranking da Lusa, que considera os quase 600 estabelecimentos com mais de 100 exames realizados, volta a ser dominado pelos colégios privados: a primeira escola pública só aparece em 38.º lugar.

“Não podemos olhar para os resultados em bruto”

O ministro falou esta sexta-feira de manhã na Escola Secundária José Macedo Fragateiro, em Ovar, onde deu uma aula de literacia financeira e poupança a cerca de 200 alunos do 7.º ao 12.º ano. Sem desvalorizar o trabalho das escolas privadas, pediu que os resultados não sejam usados contra a escola pública, que trabalha “em condições muito mais difíceis”: recebe muitos alunos com necessidades específicas e muitos alunos estrangeiros, e faz um esforço “pela nossa sociedade e pela nossa democracia”.

Eu sempre defendi os rankings, mas também disse que eles têm de ser postos em perspetiva.

Fernando Alexandre, ministro da Educação, Ciência e Inovação

Lisboa, margem Sul e Algarve atrás

Fernando Alexandre reconheceu que o Norte e o Centro têm os melhores resultados e atribuiu o pior desempenho das escolas de Lisboa, da margem Sul e do Algarve, em boa parte, à dificuldade em atrair e fixar professores.

Como exemplo do que está a resultar, apontou o apoio à deslocação, uma verba de 500 euros por mês para os professores colocados a mais de 300 quilómetros de casa, que diz abranger 7000 docentes no país, mais de 3500 dos quais em zonas carenciadas. “Não chega”, admitiu, prometendo mais medidas dirigidas a regiões e escolas concretas, uma diferenciação que, segundo o ministro, os sindicatos acabaram por apoiar.

Ainda assim, há “uma dúzia de agrupamentos” com falta estrutural de professores, que nem as horas extraordinárias conseguem resolver. Mesmo assim, o ministro garante que, ao contrário do que acontecia há dois ou três anos, hoje os alunos têm aulas.

Fonte: agência Lusa, via RTP.

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