Greve dos não docentes fecha escolas em todo o país. Sindicato fala em 1370 encerradas
Lisboa, Setúbal, Coimbra e Leiria são os distritos mais afetados. O SINAPE aponta para uma adesão de cerca de 80%; o ministério ainda não divulgou números.
A greve dos trabalhadores não docentes está a fechar escolas de norte a sul do país. A meio do dia, o Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (SINAPE) falava em cerca de 1370 escolas encerradas e numa adesão de aproximadamente 80%, acima dos 70% que o próprio sindicato tinha previsto de manhã. Os números são do sindicato; o Ministério da Educação ainda não divulgou dados.
Onde há escolas fechadas
Lisboa, Setúbal, Coimbra e Leiria são os distritos com mais encerramentos, segundo Francisco Pinto, dirigente do SINAPE, citado pela Lusa. Há também escolas fechadas em Matosinhos, Aveiro, Viseu e Castro Daire, e “muitas” no distrito de Faro, com casos em Silves, Albufeira e Lagoa. Do Alentejo, ainda não havia dados.
Na região de Lisboa fecharam, entre outras, as secundárias José Gomes Ferreira e D. Filipa de Lencastre, a EB 2/3 Luís de Camões, a Escola Básica de Telheiras e a secundária Gago Coutinho, em Alverca. Em Coimbra, a Secundária Infanta Dona Maria; em Almada, a EB 2,3 da Costa da Caparica.
O cenário não é igual em todo o lado: algumas escolas abriram às 8h00 e fecharam à hora seguinte, outras nem chegaram a abrir.
Porque param
A greve, de 24 horas, abrange assistentes operacionais, assistentes técnicos, técnicos especializados e técnicos superiores. A principal reivindicação é a criação de carreiras próprias, que reconheçam a especificidade do trabalho nas escolas. O sindicato descreve trabalhadores “sem carreira, sem progressão e sem reconhecimento funcional”, muitos com salários próximos do mínimo.
Os professores não estavam abrangidos, mas sem pessoal suficiente para abrir portões, vigiar recreios e garantir as refeições, muitas direções não tiveram alternativa a fechar.
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Fontes: Lusa, via Diário de Viseu e Observador.