Ensino superior: terceira fase coloca mais 1168 alunos e o interior volta a ficar com vagas por preencher
Nas três fases do concurso nacional entraram 52.008 estudantes, 92,5% das vagas. As universidades ficaram quase cheias; os politécnicos e o interior, nem por isso.
A terceira e última fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior colocou mais 1168 estudantes, segundo os resultados divulgados este sábado, 17 de outubro, pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação. Somando as três fases, entram este ano no ensino superior 52.008 alunos, o que corresponde a 92,5% das 56.228 vagas iniciais.
Os estudantes colocados nesta fase têm de fazer a matrícula e a inscrição na instituição entre 18 e 20 de outubro.
A terceira fase em números
- 4524 candidatos válidos, mais 48,5% do que no ano passado.
- 1813 colocados: 1168 que ainda não tinham lugar e 645 que mudaram de curso ou instituição.
- +31,2% de colocações face a 2025.
- 2103 vagas por preencher no fim do concurso.
Entre os candidatos desta fase, 250 concorriam pela primeira vez, 2047 não tinham conseguido lugar nas fases anteriores, 501 tinham sido colocados mas não se matricularam e 1726 já estavam matriculados e tentavam melhorar a colocação.
Universidades quase cheias, politécnicos com lugares vazios
| Admitidos | Vagas iniciais | Ocupação | |
|---|---|---|---|
| Universidades | 31.203 | 32.098 | 97,2% |
| Politécnicos | 20.805 | 24.130 | 86,2% |
| Total | 52.008 | 56.228 | 92,5% |
As universidades de Lisboa e do Porto e o Politécnico do Porto ficaram praticamente sem lugares livres, com ocupações acima dos 99%. No extremo oposto, o Politécnico de Bragança preencheu menos de metade das vagas (49,3%).
O interior continua a perder
A diferença entre o litoral e o interior mantém-se: as instituições do litoral preencheram 96,6% das vagas, as do interior 76,7%. O interior tem 32% das vagas do país, mas fica com 40% das que sobram. A procura em primeira opção ajuda a explicar porquê: há 44 candidatos por cada 100 lugares no interior, contra 156 no litoral.
Por áreas, as engenharias, indústria e construção concentram a maior fatia das vagas por ocupar (839), seguidas das ciências, matemática e informática (508). As humanidades foram a única área a ultrapassar os 100% de ocupação; a agricultura, silvicultura e pescas ficou-se pelos 48,8%.
Para quem orienta alunos do secundário, estes dados são um bom ponto de partida para a conversa sobre escolhas de curso: em várias áreas técnicas e em muitas instituições do interior, entrar é bem mais fácil do que a fama deixa adivinhar.
Fontes: Ministério da Educação, Ciência e Inovação e Instituto para o Ensino Superior, via Diário de Notícias e Público.